Ix Chel foi adorada pelos maias da península do Yucatã, em Cozumel, sua ilha sagrada. A Deusa da Lua e da Serpente ajuda a assegurar a fertilidade pelo fato de segurar o vaso do útero sagrado de cabeça para baixo, de modo que as águas da criação possam estar sempre jorrando. Ix Chel, portanto, preside a tecelagem, a magia, a saúde e a cura, a sexualidade, a água e o nascimento dos filhos. A libélula é seu animal especial. Quando ela quase foi morta pelo avô por tornar-se amante do Sol, a libélula cantou sobre ela até que se recuperasse.
Lição de Ix Chel: Ix Chel teceu a si mesma na sua vida para lhe dizer que está na hora de expressar a criatividade. É hora de atiçar o fogo, de deixar fluir sua energia criativa. Crie! Seja ousada! Mas também seja responsá- rei e consciente, quer suas criações sejam obras de arte ou obras da carne (filhos). A criatividade alimenta, costura os rasgos feitos em nossa vitalidade, cura. Ela é nosso direito por nascença e o sangue da nossa vida; ela nos faz saudáveis e felizes. Nós, mulheres, temos a capacidade de criar: nós damos à luz. Portanto, encontre tempo, crie um tempo, descubra o tempo de ser criativa. Bata esse tambor, use aquelas tintas, faça essa cerâmica, calce as sapatilhas de dança, escreva aqueles romances, explore sua sexualidade, alegre-se com a própria criatividade. Crie da maneira que achar mais apropriada para você. Não deixe que nada a detenha.
Você se sente bloqueada na sua criatividade porque não se considera tão boa quanto os outros? Seus filhos, seu parceiro, sua família, seu emprego a impedem de ser criativa? Pare de usar a criatividade para descobrir razões para não criar. Ix Chel diz que a totalidade é alimentada quando você se abre à criatividade e a vive.
*** Fonte: Oraculo da Deusa.
*** Vamos nos deixar tecer na teia energética de criatividade da Deusa Ix Chel na noite de lua cheia, domingo, 25 de julho de 2010, como sempre na Praia do José Menino, Santos.
Conto com vocês para celebrarmos essa grande festa!
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
A Postura Sacerdotal
Originalmente publicado em:
http://www.tribosdegaia.org/colunistadomes/index5.html
http://www.tribosdegaia.org/colunistadomes/index5.html
Durante todo o tempo em que fui treinada para tornar-me sacerdotisa o que eu mais ouvia é que o conhecimento, a habilidade e a postura são as três coisas mais importantes que um sacerdote pode possuir para merecer respeito e agir corretamente dentro de seu ofício. No inicio eu entendia perfeitamente a necessidade de se possuir conhecimento e habilidades, mas não compreendia muito bem porque a postura era tão importante. Claro que entendia a necessidade de um bom comportamento, mas os meus sacerdotes diziam que a postura era ainda mais necessária que o conhecimento e habilidade. Por muitos anos refleti sobre isso, analisei os fervorosos debates nas comunidades e fóruns, assisti palestras de diferentes personalidades pagãs e constatei que eles estavam certos; a postura é muito mais importante que possuir habilidades e conhecimentos diversos.
Escrevo a minha primeira coluna nesse portal com tal tema por ter visto ao longo dos anos que a grande maioria dos ditos sacerdotes pagãos não possuem sequer um terço do comprometimento, responsabilidade e maturidade necessários para que sejam respeitados e vistos como clérigos sólidos e não motivos de chacotas.
Quantas pessoas nós vemos nas comunidades pagãs internet afora ou em eventos que se definem sacerdotes e falam mal, menosprezam, agridem e desdenham dos sacerdotes de outras religiões, das outras religiões, dos novatos pedindo ajuda e até mesmo dos próprios sacerdotes de sua fé? Eu me pergunto como as religiões pagãs podem ser respeitadas e levadas a sério quando aqueles que se definem representantes dessa fé são motivos de chacota tanto dentro como fora de suas comunidades.
O que eu tenho visto de mais gritante está ligado à religião Wicca, uma religião de crescimento constante em todo o mundo que possui uma imagem muito distorcida e confusa daquilo que ela realmente é. Vemos ditos sacerdotes wiccanianos que quando indagados sobre coisas simples da religião não sabem responder ou respondem errado, que não auxiliam os novatos, que são extremamente grosseiros e se consideram detentores de um status de superioridade inexistente.
Quando converso com cristãos, espíritas ou ateus vejo surpresa nos olhos deles quando digo que sou pagã, não por ser pagã em si, mas porque eles não acreditam que uma pessoa “tão normal” possa fazer parte de um contexto religioso tão “bobo e sem alicerces”. Pois é isso que as pessoas de outras religiões pensam de nós quando não são agressivos pensando que adoramos o diabo ou coisa do gênero.
O preconceito e a falta de mérito que recebemos por parte das outras culturas religiosas é culpa nossa. É culpa da nossa arrogância, das nossas guerrinhas internas por status e “títulos”, é culpa da nossa falta de profundidade no conhecimento adquirido, da nossa leviandade com as palavras e acima de tudo é culpa da nossa falta de postura como religiosos e sacerdotes.
Por sermos pagãos nossa visão de certo e errado difere bastante das religiões abraâmicas, não possuímos um rígido código de “moral e bons costumes”, não possuímos a crença em pecados e tampouco somos regulamentados por um papa ou dirigente similar. Mas ainda assim possuímos ética, responsabilidades e crenças que nos remetem a um comportamento social adequado. O Paganismo prega a liberdade, não a libertinagem. E é sob esta égide que baseio meus argumentos sobre esse tema.
Escrevo a minha primeira coluna nesse portal com tal tema por ter visto ao longo dos anos que a grande maioria dos ditos sacerdotes pagãos não possuem sequer um terço do comprometimento, responsabilidade e maturidade necessários para que sejam respeitados e vistos como clérigos sólidos e não motivos de chacotas.
Quantas pessoas nós vemos nas comunidades pagãs internet afora ou em eventos que se definem sacerdotes e falam mal, menosprezam, agridem e desdenham dos sacerdotes de outras religiões, das outras religiões, dos novatos pedindo ajuda e até mesmo dos próprios sacerdotes de sua fé? Eu me pergunto como as religiões pagãs podem ser respeitadas e levadas a sério quando aqueles que se definem representantes dessa fé são motivos de chacota tanto dentro como fora de suas comunidades.
O que eu tenho visto de mais gritante está ligado à religião Wicca, uma religião de crescimento constante em todo o mundo que possui uma imagem muito distorcida e confusa daquilo que ela realmente é. Vemos ditos sacerdotes wiccanianos que quando indagados sobre coisas simples da religião não sabem responder ou respondem errado, que não auxiliam os novatos, que são extremamente grosseiros e se consideram detentores de um status de superioridade inexistente.
Quando converso com cristãos, espíritas ou ateus vejo surpresa nos olhos deles quando digo que sou pagã, não por ser pagã em si, mas porque eles não acreditam que uma pessoa “tão normal” possa fazer parte de um contexto religioso tão “bobo e sem alicerces”. Pois é isso que as pessoas de outras religiões pensam de nós quando não são agressivos pensando que adoramos o diabo ou coisa do gênero.
O preconceito e a falta de mérito que recebemos por parte das outras culturas religiosas é culpa nossa. É culpa da nossa arrogância, das nossas guerrinhas internas por status e “títulos”, é culpa da nossa falta de profundidade no conhecimento adquirido, da nossa leviandade com as palavras e acima de tudo é culpa da nossa falta de postura como religiosos e sacerdotes.
Por sermos pagãos nossa visão de certo e errado difere bastante das religiões abraâmicas, não possuímos um rígido código de “moral e bons costumes”, não possuímos a crença em pecados e tampouco somos regulamentados por um papa ou dirigente similar. Mas ainda assim possuímos ética, responsabilidades e crenças que nos remetem a um comportamento social adequado. O Paganismo prega a liberdade, não a libertinagem. E é sob esta égide que baseio meus argumentos sobre esse tema.
A postura sacerdotal compreende não só o comportamento social como também é um reflexo direto do comprometimento, ética, sabedoria e maturidade que o sacerdote possui e atribui a sua comunidade religiosa. Para construir tal postura é preciso desenvolver um estudo e vivencia profundos sobre suas crenças pessoais em relação às crenças de sua religiosidade. É necessário conhecer diferentes temas e possuir um bom desenvolvimento em suas práticas, podar as atitudes e palavras ditas e o mais importante, é preciso respeitar tudo e todos para que assim possa também ser respeitado.
Ser gentil, prestativo e atencioso é uma obrigação de qualquer sacerdote, se não está com tempo ou paciência para responder uma dúvida ou debater algum assunto com alguém simplesmente peça licença, diga que responde outra hora e saia. Não é preciso ser arrogante ou grosseiro. Atitudes simples como essa mudam completamente a forma como somos vistos frente à sociedade. Evitar comportamentos chamativos demais, evitar o uso excessivo de palavrões e gírias, manter-se informado sobre os acontecimentos da comunidade e estar sempre estudando e desenvolvendo reflexões sobre suas práticas e crenças é essencial para o sacerdócio.
Essa postura não se constrói de uma hora para a outra e tampouco é adquirida em rituais ou com iniciações, essa postura é construída e podada com o tempo através de nossa dedicação em sermos, de fato, merecedores do cargo de representantes de um culto e receptáculos sagrados dos nossos deuses. Praticantes imaturos, sem fé e ignorantes quanto à história, liturgia e crenças de sua religião não são e nunca serão sacerdotes. Por isso, peço a todos os buscadores e praticantes que lêem esse artigo: desenvolvam uma correta postura sacerdotal, sejam realmente merecedores do sagrado ofício de representar os deuses e a fé pagã.
Um feliz e prospero caminhar a todos.
Abraços,
Dayne Anglius Dosken
Ser gentil, prestativo e atencioso é uma obrigação de qualquer sacerdote, se não está com tempo ou paciência para responder uma dúvida ou debater algum assunto com alguém simplesmente peça licença, diga que responde outra hora e saia. Não é preciso ser arrogante ou grosseiro. Atitudes simples como essa mudam completamente a forma como somos vistos frente à sociedade. Evitar comportamentos chamativos demais, evitar o uso excessivo de palavrões e gírias, manter-se informado sobre os acontecimentos da comunidade e estar sempre estudando e desenvolvendo reflexões sobre suas práticas e crenças é essencial para o sacerdócio.
Essa postura não se constrói de uma hora para a outra e tampouco é adquirida em rituais ou com iniciações, essa postura é construída e podada com o tempo através de nossa dedicação em sermos, de fato, merecedores do cargo de representantes de um culto e receptáculos sagrados dos nossos deuses. Praticantes imaturos, sem fé e ignorantes quanto à história, liturgia e crenças de sua religião não são e nunca serão sacerdotes. Por isso, peço a todos os buscadores e praticantes que lêem esse artigo: desenvolvam uma correta postura sacerdotal, sejam realmente merecedores do sagrado ofício de representar os deuses e a fé pagã.
Um feliz e prospero caminhar a todos.
Abraços,
Dayne Anglius Dosken
*** Este artigo foi escrito por uma querida amiga, Sacerdotisa da Tradição C.Lística Grega Atheniense, Rio de Janeiro. Pedi sua autorização para postar esse texto por achar de extrema importancia uma avaliação pessoal, reflexiva mesmo... vamos nos moldar, nos aperfeiçoar, é verdade que estamos passiveis de erro, mas isso não pode ser desculpa para uma conduta leviana jamais.
Peço aos iniciados uma atenção especial, afinal vocês são o exemplo daqueles que irão se dedicar no Imbolc, este é o tempo de renovar os votos da iniciação... resgatar a atitude apaixonada.
E aos futuros dedicados que este artigo possa encher seus corações de coragem e sabedoria para trilhar este caminho tão cheio de sinuosidades, um caminho escolhido de forma consciente por guerreiros, por escolhidos, por merecedores ... faça-se um desses!
Em confiança e perfeito amor caminhamos juntos...
)0(Sianna Mab)0(
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Esbá de Sheela NaGig e mais gente nova que chega...
O esbá foi mais um momento maravilhoso, cantamos muito e celebramos muito a Senhora Prateada, falamos da Deusa homenageada e Gawen falou sobre a face Anciã da mulher que os homens muitas vezes rejeitam.
Foi mais um momento de alegria, amor, e muita reflexão também.
Tivemos 2 pessoas queridas que saíram do virtual para o real, Daruan e Karine, que celebraram conosco, sejam mil vezes bem vindos, neste coven estamos sempre de braços abertos para receber wiccanos que querem celebrar a Senhora dos Dez Mil Nomes.
Que nossa amizade e amor cresça e se fortaleça e que juntos possamos celebrar muitos giros dessa Roda.
Foi mais um momento de alegria, amor, e muita reflexão também.
Tivemos 2 pessoas queridas que saíram do virtual para o real, Daruan e Karine, que celebraram conosco, sejam mil vezes bem vindos, neste coven estamos sempre de braços abertos para receber wiccanos que querem celebrar a Senhora dos Dez Mil Nomes.
Que nossa amizade e amor cresça e se fortaleça e que juntos possamos celebrar muitos giros dessa Roda.
Altar iluminado como sempre... e Eu pegando os objetos pessoais que foram consagrados à Deusa.
Comunhão linda após o esbá... Heya Senhora Sagrada! Sua luz nos fortalece!
Muitas bençãos à todos que caminham na trilha dos Deuses Antigos...
)0( Sianna Mab)0(
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