segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mitologias de Arthemís - Esbath de junho.


Curiosidades sobre a Deusa

Thargelia - o Thargelia, que é provavelmente idêntico ao antigo Thalysia (Oferta dos Primeiros Frutos), é um festival da colheita, celebrado quando o milho é debulhado. Embora em muitos casos o tempo varie de fazenda a fazenda e coincida com a real conclusão da colheita (maio ou junho), uma vez que este é um festival para Apolo (como um guardião de safras), ele nominalmente ocorre no sétimo dia, Seu aniversário. O festival tem duas partes: purificação e oferenda. O sexto dia (o aniversário de Sua irmã, Ártemis) é um dia de purificação, e dois homens (preferivelmente sem atrativos), os Pharmakoi (Bodes-Expiatórios), que foram alimentados pelas pessoas, são conduzidos pela cidade, e depois afugentados por ramos de figo e bulbos de cebola (venenosos/tóxicos e usados para a purificação). Um dos Pharmakos usa um colar de figos negros, o qual representa os homens da cidade, e o outro usa um colar de figos brancos, representando as mulheres. O dia seguinte é para a oferta dos primeiros frutos ao Deus; o Thargelos é feito com milho fervido e outros vegetais em um pote. Há disputas separadas de cantoria de hinos, para coros masculinos de homens e de meninos; os vencedores recebem um trípode, o qual eles então dedicam ao Deus.

Bendídia/Bendideia - festival realizado na Trácia, dedicado à Bendi, deusa da lua e da fertilidade, que corresponde a Ártemis. O festival consistia de corridas de cavalos e de procissões indo para o templo de Pireus.

Arkeia/Bear Festival - No santuários de Brauron e Mounychion em Attica, as meninas comemoraram o Arkteia ou "Bear Festival", um ritual de mistério quadrienais em honra de Ártemis, deusa dos animais selvagens e virgens. A lenda diz que este foi um festival de pré-nupcial necessária de todas as meninas da Ática. Uma série de vasos encontrados no santuários Arkteia retrata meninas, ambos nus e em chitons curto, aparentemente executando atividades rituais diversos, inclusive dançando e correndo. As cenas de corrida parecem mostrar garotas perseguindo um ao outro em uma disputa simbólica da sua mudança de status de "selvagem" para "domar".

Oferenda - As moedas de ouro mais antigas, cunhadas provavelmente por volta do século IV a.C., foram encontradas no templo grego de Éfeso, dedicado a Ártemis, erguido na atual Turquia.

Por: Fearghus e Epona




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Esbath de Maio dá honras à Maat - O Equilíbrio.

No Antigo Egito a idéia de um estado de perfeita ordem e harmonia estava embutida no culto à deusa Maat, a deusa da justiça e da retidão de caráter. Acreditava-se que essa divindade era a mediadora entre as potências do céu e da terra. Ela regulava as relações entre os deuses, estabelecendo a harmonia entre eles e também entre os homens, fazendo com que estes pudessem viver em paz e em união. Por isso, todos os homens de responsabilidade na sociedade egípcia deviam viver de acordo com a Maat, ou seja, agir de acordo com rigorosos princípios religiosos e morais, vivendo uma vida justa e perfeita, em todos os sentidos. 
Falhar em viver segundo esses princípios implicava em ser julgado com muita severidade no chamado Salão de Maat ( o Tribunal presidido pelo deus Osíris, onde as almas dos mortos eram julgadas), ao passo que aqueles que viveram suas vidas de acordo com essas regras eram conduzidos por aquele deus através da Tuat, ( a terra da escuridão) até o outro lado, onde recebiam a Luz de Rá, o sol radiante) e se integravam à luz que emanava daquele deus. 
Na iconografia egípcia, a deusa Maat aparece como sendo a esposa, ou a parte feminina do deus Thoth, que com ele veio ao mundo quando as águas do abismo primitivo se abriram pela primeira vez. Seu símbolo era uma pena, que representava a leveza de alma que devia caracterizar todo aquele que ambicionava atingir a iluminação. Nos tempos mais antigos do Egito, o nome dessa deusa estava conectada também com os artesãos ( que deveriam fazer obras com perfeição, o que justifica o apreço com que o termo Maat é usado na simbologia maçônica dos graus superiores. Os egípcios usavam o termo de uma forma moral e espiritual, significando direito, verdade, lealdade, honestidade, retidão, caráter, justiça, probidade, etc. 

Correspondências: 
Simbolos: Pena de avestruz, Ank, balança, papiro, ollho de Hórus.
Cores: branco, azul, dourado.
Aroma: hortelã 
Erva: Urze.

Maat - Equilíbrio e Justiça

Bençãos de Maat à todos...
Em amor e confiança seguimos.

)O( Sianna Aset )O(

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Thot- Senhor da Escrita e do Tempo

Todos sabem que sou Amante de todos o deuses egípcios e amo cultuá-los e escrever sobre eles. Mas sem dúvida Thot é um dos mais especiais para mim, e um dos deuses que tenho uma devoção muito grande. Até mesmo criei um blog em sua homenagem, está no comecinho ainda não fiz muitas postagens, nem coloquei tantos conteúdos mas já está no ar. Prometo postar em breve, se Thot assim permitir. O link é esse: http://natanbrith.multiply.com/ Aguardo a visita de todos!

Bem... vamos então conhecer um pouquinho mais desse Deus que nos ensina muitas coisas a cada dia que o invocamos.

Thot- "Djehuty" ou "Tehuty" em egípcio, seu nome significa " O que veio da Cidade de Djehut (Hermópolis)"

O culto solar lhe dá o posto de "Escriba da Enéade" (grupo de 9 deuses que compõe a gênesis solar) Ele está relacionado com a escritura hieróglifa (da qual é criador) e as ciências como matemática, a geometria ea magia. Conhece as leis e é o visir da corte de Rá.

E Thot vemos representada a vasta sabedoria de Netjer (Deus), assim como todas suas atividades intelectuais.

Thot e o Deus Lunar Iah, são sincretizados o que transforma Thot no inventor do calendário.

Os sacerdotes da cidade de Hermópolis tomam ao sábio Thot como centro de sua cosmogonia chamada "Ogdóade". Nela o deus se encontra a cabeça de oito deuses criadores compostos por rãs e serpentes. Keket e Kek eram as trevas, Nunet e Nun, o oceano, Hehet e theh, o espaço infinito, e Amunet e Amun, o poder da invisibilidade- o vento. Perpetuaram a existência por meio dos sons de suas vozes. Eram também conhecidos como "as almas de Thot" e cantavam e salmodiavam para manter o sol girando e impedir que o céu caísse.

Seus animais sagrados são o babuíno, forma sob a qual vai em busca do Olho do Sol, e o Íbis.

Em algumas localidades sua esposa é Seshat (Senhora da Escrita e Guardiã das Bibliotecas Sagradas), enquanto em outras é Maat (a Ordem) que o acompanha.

Por Gawen Ausar)O